quinta-feira, 16 de julho de 2015

Fé que derruba gigantes

Batismo com o Espírito Santo




O batismo com o Espírito Santo é uma bênção distinta da salvação. Conquanto a terceira Pessoa da Trindade tenha papel relevante na conversão e passe, desde então, a habitar no novo crente, o Novo Testamento deixa claro que há um momento específico da vida cristã em que o salvo recebe esse batismo, também chamado de revestimento. Essa experiência, toda vez que é mencionada no livro de Atos dos Apóstolos, aparece como algo distinto do novo nascimento (At 2.38; At 11.12-17).
Com o surgimento do neopetencostalismo, vieram também à tona várias teorias diferentes sobre a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. Há quem afirme ser essa evidência uma explosão de alegria, outros inserem no ato de ungir com óleo a garantia do batismo e alguns preferem deixar a questão em aberto, sem determinar uma fórmula específica.
Mas a Bíblia continua sendo o nosso padrão nessa área, identificando o falar em línguas como a evidência inicial do batismo no Espírito. Foi assim no dia de Pentescoste (At 2.1-31). A experiência repetiu-se por ocasião da conversão de Cornélio e de sua família (At 10.45,46), bem como com a chegada do apóstolo Paulo em Éfeso, em sua primeira viagem missionária (At 19.1-6). Nesses casos, o fenômeno que indicava o batismo era o falar em línguas. Mesmo no episódio da evangelização de Samaria, quando os apóstolos impuseram as mãos para que os crentes recebessem o Espírito Santo, fica implícita a idéia de um fenômeno físico, visível, que levou o mágico Simão a ambicionar a possibilidade de exercer o mesmo milagre (At 8.14-24). Pelo contexto de Atos, o que poderia ser senão o falar em línguas? Assim as línguas identificam o crente quando este é batizado no Espírito Santo.
O batismo no Espírito Santo tem como finalidade capacitar o crente para a vida cristã vitoriosa e, sobre tudo, para testemunhar com ousadia sobre a sua fé em Cristo, mesmo nas circunstâncias adversas, em que as convicções espirituais podem até ser provadas pelo martírio. Nessas horas, é o poder advindo do batismo no Espírito Santo que dará força ao crente para suportar a dura prova da perseguição (At 13.44-52).
Por isso, vale a pena estimular os crentes buscar o batismo no Espírito Santo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Tribunal de Cristo




Ressuscitados os mortos em Cristo e transformados os santos vivos formarão um só corpo, e após se encontrarem com Cristo nos ares, esse corpo uno e indivisível, dará entrada no tribunal de Cristo, no Céu. Quanto a Isto, dizem as Escrituras: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio o corpo, ou bem ou mal” (2Co 5.10).
O julgamento a ter lugar no Tribunal de Cristo não terá o mérito de determinar quem será e quem não será salvo. Não. Só os salvos comparecerão ali. Se antes, nenhuma condenação havia para os que estão em Cristo Jesus, tampouco ali será lugar de condenação. Como pecador, o crente já foijulgado em Cristo na cruz e absolvido pela graça e misericórdia de Deus. Como filho, foi julgado durante a ua peregrinação aqui na terra. Perante o Tribunal de Cristo o crente será julgado como servo, para aquisição de galardão. Jesus explicou isto na parábola dos trabalhadores da vinha, quando disse: "E, aproximando-se a noite diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros até aos primeiros" (Mt 20.8). 
Diante do Tribunal de Cristo serão manifestas não só as nossas obras, mas também a fonte de suas motivações. Quanto a Isto devemos atentar para o que a Bíblia diz: "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já esta posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia o declarará, porque pelo fogo será descoberta, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como que pelo fogo" (1Co 3.11-15). 

.

Podem os mortos ajudar os vivos?





Para saber se os mortos podem ou não ajudar os vivos, leia a história do rico e Lázaro, contada por Jesus no Evangelho de Lucas 16.19-31. Precisamente, os versículos 22 e 23 dizem: "E aconte­ceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio".

1.1. Um Quadro Contrastante
Veja que contraste: Lázaro morre e é levado ao Paraíso de Deus, enquanto o rico, ao morrer, é lançado no inferno de horror, de onde, em agonia, clama: "Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama" (v. 24).
Naquele instante de extrema dor e sofrimento, um pequenino favor de Lázaro seria suficiente para amenizar o sofrimento da­quele infeliz; porém, o pai Abraão respondeu: "... Filho, lembra-te de que recebestes os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá" (vv. 25,26).

1.2. Algumas Conclusões Desta Passagem
Feita uma análise desta passagem, as conclusões a que chega­mos são:
a. A vida no porvir será uma conseqüência natural da vida que se viveu aqui na Terra: Lázaro, que era piedoso e temente a Deus aqui, ao morrer foi levado para o Paraíso, enquanto o homem rico, vaidoso e indiferente às necessidades dos outros, morreu e foi le­vado para o inferno de trevas e sofrimento.
b. O lugar onde serão lançados os perdidos será um lugar de sofrimento eterno, e não um lugar de purificação e aperfeiçoa­mento dos espíritos.
c.  Se ao homem aqui, vivendo ímpia e perversamente, abre-se-lhe uma porta de escape após a morte, como admite o espiritis­mo, o Evangelho de Cristo deixa de ser o que é, ao passo que o sacrifício de Cristo torna-se a coisa mais absurda sobre a qual já se teve notícia.
d.  Se um falecido pudesse, de alguma forma ajudar os seus entes queridos vivos, o rico não teria rogado a Abraão que envias-
se Lázaro ou um dos mortos à casa dos seus irmãos, a fim de ad­verti-los do perigo de cair no inferno; ele mesmo teria feito isto.
e. Se fosse possível que o espírito de um falecido pudesse aju­dar os vivos, Deus teria permitido que Lázaro, um dos mortos, ou o próprio homem rico exercesse influência junto aos parentes deste.
f. Tudo quanto o homem precisa conhecer concernente à sal­vação e à vida eterna acha-se exarado nos escritos de Moisés, dos profetas, dos evangelistas e dos apóstolos do nosso Senhor Jesus Cristo.
Toda a revelação divina escrita encerra-se nas seguintes pala­vras de Jesus Cristo: "Eu testifico a todo aquele que ouvir as pala­vras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste li­vro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da Cidade Santa, que estão descritas neste livro" (Ap 22.18,19).
Assim, os chamados "bons ensinamentos" dos espíritos dos mortos, defendidos pelo espiritismo, nada mais são do que ensinamentos de demônios, pois apresentam-se como nova fonte de revelação, em detrimento da verdadeira revelação de Deus — a Bíblia Sagrada.

Isaías 8:19  Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; --não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?

Leituras Pentecostais - Entendendo o pentecostalismo


 


Obras que recomendo para quem quer entender o pentecostalismo!

"É preciso que as igrejas pentecostais [...] acrescentem ao nosso ardente testemunho de experiência [...] esforço intelectual mais determinado a fim de expor com precisão a nossa fé. Não devemos nos deleitar com emoções profundas à custa de reflexões superficiais".
Donald Gee, teólogo pentecostal em 1935
 

  • A Doutrina do Espírito Santo, Stanley M. Horton, CPAD.
  • Avivamento Pentecostal, Stanley M. Horton, CPAD.
  • Breve História do Movimento Pentecostal, José de Oliveira, CPAD.
  • Bíblia de Estudo Pentecostal, Donald Stamps (ed.), CPAD.
  • Cheios do Espírito, Augustus Nicodemus, Ed. Vida.
  • Comentário Bíblico Pentecostal, French L. Arrington e Roger Stronstad, CPAD.
  • Como Receber o Batismo com o Espírito Santo, Donald Gee, CPAD.
  • Cristianismo em Crise, Hank Hanergraff, CPAD.
  • Decepcionados com a Graça, Paulo Romeiro, Ed. Mundo Cristão.
  • Dicionário do Movimento Pentecostal, Isael de Araújo, CPAD.
  • Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria, Ciro Sanches Zibordi, CPAD.
  • Evangélicos em Crise, Paulo Romeiro, Ed. Mundo Cristão.
  • Falar em Línguas, o Maior Dom? R. L. Brandt, CPAD.
  • Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento, Claudionor Corrêa de Andrade, CPAD.
  • I e II Coríntios, Stanley M. Horton, CPAD
  • Jornal Mensageiro da Paz, CPAD.
  • Lições Bíblicas, CPAD.
  • Neopentecostais: Sociologia do Novo Pentecostalismo Brasileiro, Ricardo Mariano, Edições Loyola.
  • No Poder do Espírito, William W. Menzies e Robert Menzies, Editora Vida.
  • O Fruto do Espírito, Antonio Gilberto, CPAD.
  • Pentecostal de Coração e Mente, Rick Nañez, Editora Vida.
  • Protestantismo Tupiniquim, Gedeon Alencar, Arte Editorial.
  • Revista Manual do Obreiro, CPAD.
  • Super-Crentes, Paulo Romeiro, Ed. Mundo Cristão.
  • Teologia Sistemática: Sob uma Perspectiva Pentecostal, Ed. Stanley M. Horton, CPAD.
  • Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, J. Rodman Williams, Editora Vida.
  • Verdades Pentecostais, Antonio Gilberto, CPAD.



***
Dica: 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crise religiosa em nossos dias

Os 7.8 - Sincretismo em nossos dias, nova forma de idolatria.


SINCRETISMO => Sistema em que consiste em conciliar os princípios de várias doutrinas.

SIMULACRO => É um sistema de filosofia instituída no passado para domínio da plebe, do povo menos intelectual e menos culto. Símbolos, cópia infiel.

"Todos os caminhos levam a Deus". É a proposta do sincretismo religioso, ou seja, da mistura de todas as religiões num culto único e que tolere as peculiaridades de cada credo, consideradas "irrelevantes". É algo que nada mais é que o princípio da plataforma que será defendida e implantada pelo falso profeta durante a Grande Tribulação (
Ap.13:11-15).

1) Denominado de "desmoralização religiosa", muitos estão vendo a religião como uma empresa de consumo, e isso gera uma ansiosa concorrência em que acabaram por se meter as religiões e seus profissionais... querem (depressa) resultados palpáveis, seja para os clientes, seja para si mesmas.

Para os clientes, os resultados buscados devem aparecer no mínimo sob a forma de experiências religiosas imediatamente satisfatórias - o êxtase, o transe, o júbilo, o choro, o alívio, enfim, a emoção - ou terapeuticamente eficazes e, no máximo, sob a forma de prosperidade econômica real...para se oferecerem mercadologicamente como soluções mágicas ou experiências místicas, as religiões se mostram cada vez menos ascéticas e moralizadoras...Veja-se o caso brasileiro, as religiões que mais se expandem no Brasil oferecem um tipo de religiosidade 'experiencial', digamos assim, que é muito pouco exigente eticamente, mas muito eficiente misticamente. Passaram a oferecer serviços lábeis...definidos como vias de salvação mágicas ou mágico-místicas.

Perigosamente, está se instalando uma concepção religiosa inspirada na magia, na experiência descompromissada com a santidade e com a obediência a Deus. Está-se mais defendendo a plena liberdade do homem na sua busca do sobrenatural, o que é incentivado sobremaneira pelo movimento da Nova Era. É contra isto que a Igreja deve se levantar, pois só ela tem a verdadeira mensagem que preenche esta necessidade que o homem está a sentir da presença de Deus. Entretanto, muitos têm se deixado seduzir pela proposta satânica do sincretismo (enquanto redijo este texto, v.g., ouço em um programas radiofônicos evangélicos convidam para campanhas de sete semanas para purificação com um sabonete de mirra. Qual a diferença desta prática com as existentes em feitiçarias nas várias religiões afro-brasileiras ?). Precisamos ser santos, porque nosso Deus é santo - 1Pe.1:15,16; Lv.11:44; 19:2; 20:7.

2) Boa parte dos fiéis está olhando a religião como se estivesse diante de uma prateleira de supermercado. Empurrando seu carrinho, a pessoa escolhe os itens que mais lhe agradam entre os oferecidos. Nos casos mais extremos desse fenômeno, as pessoas criam a própria religião, através da qual mantêm um contato sem intermediários com o divino.

A proposta do ecumenismo visa a unidade das igrejas cristãs, confundindo, entretanto, unidade com uniformidade. A Igreja de Cristo é una e não poderia ser diferente, pois o Senhor fundou uma única Igreja e deseja que todos sejamos um nEle (Jo.17:21; Ef.4:3-6).

O sincretismo, entretanto, não se dá apenas com uma formal participação em iniciativas ecumenistas, mas, o que é mais grave, em condutas que são adotadas pelos servos de Deus por puro espírito de imitação, gerando um comportamento tal que faz com que fiquemos muito parecidos com grupos sem qualquer compromisso bíblico e, o que é mais grave, fazendo com que certas posturas adotadas por estes grupos tragam confusão a muitos crentes que, por causa das condutas assimiladas, passam a não mais perceber diferenças. O mais perigoso nos nossos dias é um "sincretismo prático" que, indevidamente, é negligenciado no nosso meio. - Mt.6:7,8, 19-21, 31-34; Os.6:10, 7:14; Ml.1:7,8; Is.58:3-14.

3) Os 7.8 => Aqui se tem a mistura propriamente dita. É a assimilação da cultura mundana, que faz com que se perca a identidade de servo de Deus. O povo de Israel é equiparado ao bolo não virado porque "a fraqueza do seu caráter é como a fraqueza do pão assado de um lado só ". "Porque Israel entrou em alianças com estrangeiros e assimilou outras culturas, ele perdeu as distinções que o fazia digno", Os 7.8

4) Podemos dizer que algumas das características do cristianismo ortodoxo se baseiam nos seguintes pontos:

a) Manter fidelidade incondicional à Bíblia, que é inerrante, infalível e verbalmente inspirada; 

b) Acreditar que o que a Bíblia diz é verdade (verdade absoluta, ou seja, verdade sempre, em todo lugar e momento); 

c) Julgar todas as coisas pela Bíblia e ser julgado unicamente por ela; 

d) Afirmar as verdades fundamentais da fé cristã histórica: a doutrina da Trindade, a encarnação, o nascimento virginal, o sacrifício expiatório, a ressurreição física, a ascensão ao céu, a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, o novo nascimento mediante a regeneração do Espírito Santo, a ressurreição dos santos para a vida eterna, a ressurreição dos ímpios para o juízo final e a morte eterna e a comunhão dos santos, que são o Corpo de Cristo.

e) Ser fiel à fé e procurar anunciá-la a toda criatura; 

f) Denunciar e se separar de toda negativa eclesiástica dessa fé, de todo compromisso com o erro e de todo tipo de apostasia; 

g) Batalhar firmemente pela fé que foi concedida aos santos. 

5) Como está sendo o cristianismo hoje?
- Um cristianismo misturado com paganismo, "paganização"
- Contudo buscam apenas o sensacionalismo, Ez 33.30-32
- As invencionices de "novas revelações" 

- O simulacro, muletas para os aleijados espirituais. Símbolos, imagens e coisas que satisfazem apenas a visão. (seria coisa de índio?) 

- Para muitos é tempo de buscar: Galhos de arruda, rosas brancas, água e óleo de Israel, medalhas escritas, cruzes, caixão de defunto para enterrar as misérias, portais da felicidade, túnel do sucesso, fechamento do corpo....
Buscam métodos, filosofias, técnicas de bem viver aqui na terra, cultos divertidos como se fossem reuniões de bailes, onde o verdadeiro estímulo é o balanço do corpo e a estrela que brilha no palco. Buscam tudo aqui na terra. Mas nós não somos daqui, somos de lá, de cima, da glória, do céu... 

Jesus te ama, aceite-o por teu único e suficiente Salvador. 



****
Citando Caramuru