Um Blog de quem não tem medo de ser e de dizer: Sou pentecostal, mas que rejeita essa bagunça com nome de retété.
sábado, 16 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
O ESPÍRITO NA IGREJA - O advento do Espírito
O que ocorreu no Pentecoste.
O Salvador existia antes de sua encarnação e continuou a existir depois de
sua ascensão; mas durante o período intermediário exerceu o que pode íamos
chamar sua missão "temporal" ou dispensacional, e para cumpri-la
veio ao mundo e, havendo-a efetuado, voltou para o Pai. Da mesma maneira o
Espírito veio ao mundo em um tempo determinado, para uma missão definida, e
partirá quando sua missão tiver sido cumprida. Ele veio ao mundo não somente
com um propósito determinado, mas também por um tempo determinado. Nas
escrituras encontramos três dispensações gerais, correspondendo às três Pessoas
da Divindade. O Antigo Testamento é a dispensação do Pai; o ministério terrestre
de Cristo é a dispensação do Filho; e a época entre a ascensão de Cristo e
sua segunda vinda é a dispensação do Espírito. O ministério do Espírito
continuará até que Jesus venha, depois virá outro ministério dispensacional. O
nome característico do Espírito durante essa dispensação é "o Espírito de
Cristo". Toda a Trindade coopera na plena manifestação de Deus durante
essas dispensações. Cada um exerce um ministério terreno: o
Pai desceu no Sinai; o Filho desceu na encarnação; o Espírito
desceu no dia de Pentecoste. O pai recomendou o Filho (Mat. 3:17); o
Filho recomendou o Espírito (Apo. 2:11), e o Espírito testifica
do Filho (João 15:26). Como Deus, o Filho cumpre para com os homens
a obra de Deus o Pai, assim o Espírito Santo cumpre para com os homens
a obra de Deus o Filho. John Owen, teólogo do século dezessete, demonstra como,
através das dispensações, há certas provas de ortodoxia relacionadas
com cada uma das três Pessoas. Antes do advento de Cristo, a
grande prova era a unidade de Deus, Criador e Governante de tudo. Depois
da vinda de Cristo a grande questão era se a igreja, ortodoxa quanto ao
primeiro ponto, receberia agora o Filho divino, encarnado, sacrificado,
ressuscitado e glorificado, segundo a promessa. E quando a operação desse
teste quanto à divindade de Cristo havia reunido a igreja de crentes
cristãos, o Espírito Santo tomou-se proeminente como a pedra de toque da
verdadeira fé. "O pecado de desprezar sua Pessoa e de rejeitar sua obra
na atualidade é da mesma natureza da idolatria da antiguidade, e da
rejeição da Pessoa do Filho por parte dos judeus." Assim como o eterno
Filho encarnou-se em corpo humano no seu nascimento, assim também o Espírito
eterno se encarnou na igreja que é seu corpo. Isso ocorreu no dia de
Pentecoste, "o nascimento do Espírito".
O que foi a manjedoura
para o Cristo encarnado, assim foi o cenáculo para o Espírito. Notemos o
que ocorreu nesse memorável dia.
(a) O nascimento da igreja.
"E, cumprindo-se o dia de Pentecoste." Pentecoste era uma festa do
Antigo Testamento que se comemorava cinqüenta dias depois da Páscoa, razão
porque era chamado "Pentecoste", que significa
"cinqüenta". (Vide Lev. 23:15-21.) Notemos sua posição no calendário
de festas:
1) Primeiro vinha a festa da
Páscoa, que comemorava a libertação de Israel do Egito na noite em que o
anjo da morte matou os primogênitos egípcios enquanto o povo de Deus comia o
cordeiro em suas casas assinaladas com sangue. Isto é um tipo da morte de
Cristo, o Cordeiro de Deus, cujo sangue nos protege do juízo de Deus.
2) No sábado após a
noite Pascal um molho de cevada, previamente disposto, era segado pelos
sacerdotes e oferecido perante Jeová como as primícias da colheita. A regra era
que a primeira parte da colheita devia ser oferecida a Jeová em reconhecimento
do seu domínio e propriedade. Depois disso, o restante da
colheita podia ser segado. Isto é um tipo das "primícias dos que
dormem" (1Cor. 15:20). Cristo foi o primeiro a ser segado do campo
da morte e a ascender ao Pai para nunca mais morrer. Sendo as primícias,
ele é a garantia de que todos os que crêem nele o seguirão na ressurreição
para a vida eterna.
3) Quarenta e nove dias
deviam contar-se desde a oferta desse molho movido, e no
qüinquagésimo dia — o Pentecoste — dois pães (os primeiros pães feitos
da nova colheita de trigo), eram movidos perante Deus. Antes que
se pudessem fazer pães para comer, os primeiros deviam ser oferecidos
a Jeová em reconhecimento de seu domínio sobre o mundo. Depois disso,
outros pães podiam ser assados e comidos. O seguinte é o significado
típico: Os cento e vinte no cenáculo eram as primícias da igreja cristã,
oferecidas perante o Senhor pelo Espírito Santo, cinqüenta dias depois da
ressurreição de Cristo. Era o primogênito dos milhares e milhares de
igrejas que desde então têm sido estabelecidas durante os últimos
dezenove séculos.
(b) A evidência da
glorificação de Cristo. A descida do Espírito Santo foi um
"telegrama" sobrenatural, por assim dizer, anunciando a chegada
de Cristo
à destra do Pai. (Vide Atos 2:23.) Um homem perguntou a seus sobrinhos enquanto estes estudavam a sua lição da Escola Dominical: "Como sabem vocês que sua mãe esta lá em cima?" "Eu a vi subir a escada", disse um." Você quer dizer que a viu começar a subir", disse o tio. "Talvez ela não tenha chegado lá, e ela pode não estar lá agora, mesmo que tenha estado lá." "Eu sei que ela está lá", afirmou o menor, "porque fui ao pé da escada, chamei-a e ela me respondeu." Os discípulos sabiam que seu Mestre havia ascendido, porque ele lhes respondeu pelo "som do céu"!
à destra do Pai. (Vide Atos 2:23.) Um homem perguntou a seus sobrinhos enquanto estes estudavam a sua lição da Escola Dominical: "Como sabem vocês que sua mãe esta lá em cima?" "Eu a vi subir a escada", disse um." Você quer dizer que a viu começar a subir", disse o tio. "Talvez ela não tenha chegado lá, e ela pode não estar lá agora, mesmo que tenha estado lá." "Eu sei que ela está lá", afirmou o menor, "porque fui ao pé da escada, chamei-a e ela me respondeu." Os discípulos sabiam que seu Mestre havia ascendido, porque ele lhes respondeu pelo "som do céu"!
(c) A consumação da obra de
Cristo. O êxodo não se completou senão cinqüenta dias mais tarde, quando,
no Sinai, Israel foi organizado como povo de Deus. Da mesma maneira, o
beneficio da expiação não foi consumado, no sentido pleno, até ao dia
de Pentecoste, quando o derramamento do Espírito Santo foi um sinal
de que o sacrifício de Cristo foi aceito no céu, e que o tempo
de proclamar sua obra consumada havia chegado.
(d) A unção da igreja. Assim
como o batismo do Senhor foi seguido por seu ministério na Galiléia, assim
também o batismo da igreja foi um preparatório para um ministério mundial;
um ministério, não como o dele, criador duma nova ordem de coisas, mas um
de simples testemunho; entretanto, para ser levado a cabo unicamente
pelo poder do Espírito de Deus.
(e) Habitação na igreja.
Depois da organização de Israel no Sinai, Jeová desceu para morar no meio
deles, sendo sua presença localizada no Tabernáculo. No dia de Pentecoste
o Espírito Santo desceu para morar na igreja como um templo, sendo sua
presença localizada no corpo coletivo e nos cristãos individuais. O
Espírito assumiu seu oficio para administrar os assuntos do reino
de Cristo. Esse fato é reconhecido em todo o livro de Atos;
por exemplo, quando Ananias e Safira mentiram a Pedro, em realidade
mentiam ao Espírito Santo que morava e ministrava na igreja.
(f) O começo duma nova
dispensação. O derramamento pentecostal não foi meramente uma exposição
miraculosa de poder com a intenção de despertar a atenção e convidar a que se
inquirisse acerca da nova fé. Foi o princípio duma nova dispensação. Foi o
advento do Espírito, assim como a encarnação foi o advento do Filho. Deus
enviou seu Filho, e quando a missão do Filho havia sido cumprida, ele
enviou o Espírito do seu Filho para continuar a obra sob novas condições.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
12 de junho, um dia especial - é meu aniversário- Louvado seja Deus
Uma linda canção de Adrian Romero é maravilhosa e expressa o desejo daquele que quer viver para Cristo.
Ilton Gonçalves - Bereiano para glória de Deus.
Ilton Gonçalves - Bereiano para glória de Deus.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Personagem evangélica de Avenida Brasil causa revolta em cena de nudez
A Rede Globo exibiu nesta sexta-feira (01) um episódio da novela “Avenida Brasil” que provocou a indignação dos evangélicos. A atriz Paula Burlamaqui, que faz o papel de uma ex-atriz pornô que se torna evangélica, Dolores, tirou a roupa em frente ao seu ex-marido, Diógenes, para provar que mudou, e acaba sendo atacada por ele. Com a frase “tá amarrado” a personagem mantém relações com o ex.
As
opiniões nas redes sociais foram diversas, mas a grande maioria
concorda que ouve um desrespeito por parte da emissora. Para a psicóloga
Marisa Lobo o objetivo da novela é “ridicularizar os cristãos” e
“desconstruir a ideia de Deus, a imagem do cristão, principalmente o
evangélico, por medo do nosso crescimento, político social (sic)”.
“A
mídia tem poder de alienação, sugestão psicológica, ela induz ao erro,
implanta ideias falsas na sociedade, invertem valores. Temos que
protestar, sem medo de desagradar à mídia, pois daqui a pouco nós
teremos vergonha de dizer que somos evangélicos. Grande maioria dos que
comandam as mídias, se acham deuses, e como tal, odeiam nosso Deus.
Querem destruir seus seguidores (sic)”, comentou a psicóloga em sua
página no Twitter.
Para
o escritor Ciro Zibordi, autor de diversos livros apologéticos, é um
“Festival de Desrespeito aos evangélicos na tela da Rede Globo. Somente
os incautos aplaudem o Festival Promessas”, comentou o pastor.
“Realmente
foi muito ofensivo o deboche aos evangélicos hoje pela Globo. Pode ter
certeza que brincar com DEUS terá o seu preço… De que adianta fazer
festivalzinho, dar espaço eventual, se no conjunto da opera é essa
constante depreciação dos evangélicos (sic)”, comentou o deputado
Eduardo Cunha.
Para Eduardo Cunha os evangélicos deveriam deixar de assistir as transmissões da emissora.
Leonardo Gonçalves, do blog “Púlpito Cristão” criticou a Rede Globo e disse que a emissora quer apenas o dinheiro dos crentes.
“Dos crentes, a Globo só quer a grana. Além de maluca, a ‘irmã’ da novela é tarada”, comentou.
Já
o cantor Regis Danese que participou do “Festival Promessas” em 2011
disse não estar preocupado com a transmissão da Globo. “No momento não
estou preocupado com isso, pois não assisto novela, to ligado no
trono”, escreveu em seu microblog.
Quando
a personagem foi divulgada, Paula Burlamaqui comentou que sua
participação seria polêmica, ela vai tentar esconder seu passado. “Eu
vou chegar à cidade escondendo meu passado.
Adoro personagens polêmicos”, disse ela.
Para o autor, o sucesso da novela se deve, principalmente, ao trabalho das três atrizes.
“Adriana
Esteves, Débora Falabella e Ísis Valverde abriram mão de qualquer pudor
para dar vida a essas personagens tão dúbias em relação à ética. Por
isso deu tão certo”, explicou ele em entrevista a revista Época.
Não é a primeira vez que a emissora faz uma personagem evangélica com personalidade duvidosa.
Assista clicando aqui!
***
Se
a arte imita a vida significa dizer que a novela tem alguns fundos de
verdades. 1) A medida que a novela retrata supostos crentes fervorosos, quentes em todos os aspectos, ela faz jus a fama de muitos.
2) A emissora ridiculariza os crentes dando um aspecto geral do que não é - A Globo adora isso! E não esqueçamos dos contratos com a turma do Gospel... só sei de uma coisa, estão chamando para o "cheiro do Queijo"! Mostrar "crentes bizarros" nas novelas e exibir Música Gospel de $uce$$o, de má qualidade será a brincadeirinha mais divertida dos últimos tempos pra Eles.
P.S.: E ainda tem irmão crendo que vai ver a Glória de Deus ali...
***
Fonte: Arte de chocar
sábado, 2 de junho de 2012
Os 8 ais de Jesus sobre a hipocrisia dos fariseus em Mt.23.13-33 é atual e aplicáveis hoje
O primeiro ai: V. 13) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.
Esta passagem de denúncias não representa uma mera opinião de Jesus, mas é o julgamento do Santo de Deus sobre aqueles que estavam fazendo da religião inteira uma zombaria e um fingimento. O ai significa o fogo eterno do inferno. Este será o castigo deles, como diz Lutero. Eles, em sua hipocrisia e em sua ação, chegaram ao ponto em que enganam tanto a si mesmos como aos outros.
Fingem, com grande ostentação de zelo, estar abrindo as portas dos céus aos seus semelhantes, ensinando-lhes o caminho da salvação farisaica por obras. Mas, procedendo assim, de fato, fecham os portais do céu diante deles. Pensavam que tinham o céu como certo e que, quando bem quisessem, podiam entrar, mas, tão só, se enganaram e ainda enganam outros, impedindo-os de entrar.
O segundo ai: V. 14) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações; por isso sofrereis juízo muito mais severo.
Os fariseus não gostavam de trabalho braçal ou mental, com o qual pudessem conseguir a vida honestamente. Assim como sua religião era mera farsa, também seus costumes religiosos eram usados para esquemas de enriquecimento. Longas oração, como as que eles costumavam fazer, eram a sua marca forte, sendo produzidas com a finalidade de mostrar ao povo que possuíam méritos e poderes excepcionais. Mulheres, despojadas de seus protetores naturais, viúvas, cujos sentimentos facilmente podiam ser dominados, com muita disposição pagavam pela assistência de longas orações feitas por elas. Este era o pretexto frívolo pelo qual escribas e fariseus conseguiam propriedade e riquezas, Is.5.8. Esta forma de suborno era especialmente condenável, porque incluía o abuso do nome de Deus, e, desta forma, era tanto uma blasfêmia como um assalto.
O terceiro ai: V.15) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque rodais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós.
Os escribas e fariseus, em seu desejo de impressionar o povo, eram zelosos em ganhar prosélitos para a igreja judaica. Atravessavam os mares e viajavam pelos desertos procurando homens e mulheres que pudessem ser ganhos para a religião judaica, sendo naquele tempo notável o número de prosélitos da porta e os prosélitos da justiça, ou seja, daqueles que haviam aceito as doutrinas judaicas sem ou com a circuncisão e o batismo. Mas eles, juntando externamente pessoas à igreja, internamente lhes causavam eterno dano às almas, ensinando-lhes a religião da hipocrisia.
Muitos dos prosélitos da justiça eram muito mais fanáticos do que os próprios judeus. Desta forma os fariseus, mais uma vez, provaram que eram adeptos da dissimulação, visto que aos olhos das pessoas isto parecia que eles eram zelosos por Deus, e que tiravam muitas pessoas da idolatria.
Mas, de fato e de verdade, eles as metiam numa idolatria ainda muito maior, do que a anterior, ainda que oculta, porque passaram a crer em suas próprias boas obras.
O quarto ai: V. 16) Ai de vós, guias cegos! Que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou. 17) Insensatos e cegos! Pois, qual é maior: o ouro, ou o santuário que santifica o ouro? 18) E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou. 19) Cegos! Pois, qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20) Portanto, quem jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está. 21) Quem jurar pelo santuário, jura por ele e por aquele que nele habita; 22) e quem jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que no trono está sentado.
É um exemplo típico das diferenças sem sentido que eram permitidas porque a tradição assim o falava. Jesus chama aos escribas e fariseus de guias cegos, ou seja, aqueles que se atreviam guiar outras pessoas enquanto eles próprios careciam de conhecimento e compreensão corretos, Rm 2.17-24. Era considerado um transgressor manifesto aquele que, sob juramento, fazia um voto pelo ouro do lugar santo ou pelo sacrifício sobre o altar, coisas que eram santificadas a Deus, caso não considerasse seu voto como totalmente obrigatório.
Mas, jurar pelo santo dos santos ou pelo altar de sacrifício era nada, tinha nenhum valor e não era obrigatório. Detalhes pequenos e insignificantes eram sustentados no interesse de preceitos humanos e com o propósito de conservar os corações das pessoas por meio da pressão do medo, sendo, porém, ignorados os assuntos fundamentais. O Senhor os chama de tolos estúpidos e cegos, que não têm entendimento nem valor reais. É o altar que santifica, que dá o valor ao sacrifício. É o lugar santo que confere santidade ao ornamento. É Deus, o Rei dos céus, que dá ao trono lá do alto dignidade e valor. Por isso chegara o tempo para os judeus para reajustarem os valores. Os votos são sacros e válidos, mas nunca deve acontecer que distinções humanas os encubram.
O quinto ai: V.23) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas.24) Guias cegos! Que coais o mosquito e engolis o camelo.
É um outro exemplo da observância religiosa de coisas insignificantes. Interpretavam a lei do dízimo tão severamente, Lv 27.30,31, que, conforme uma explicação rabínica, se preocupavam sinceramente em incluir as menores ervas e vegetais da horta, a cheirosa hortelã, o endro, o cominho aromático, cujo uso era medicinal. Em outras palavras, eram severíssimos no escrúpulo em observar, até, os mínimos detalhes de sua religião.
Mas, fazendo isto, deixavam de lado os assuntos mais pesados da lei, como o juízo, a misericórdia e a fé. Justiça e equidade para com todos, misericórdia e amor para com aqueles que estavam em necessidade de compaixão, fé em Deus como a fonte de toda religião verdadeira. Eles nada sabiam destas grandes virtudes, mas as omitiam e desprezavam. Era bom e elogioso dar o dízimo, mesmo se a interpretação dos mestres incluía as ervas da horta, mas o que representava a exatidão neste assunto tão pequeno em comparação com a necessidade muito maior de cultivar as virtudes maiores? Sua atitude bem podia ser comparada ao proverbial engasgar na tentativa de engolir um mosquito, mas engolir com a maior facilidade um camelo. Com extremo cuidado coavam qualquer pequeno inseto do vinho, para que não se contaminassem, mas o engolir dum camelo lhes dava pouco remorso. A menor omissão duma regra secundária feria suas consciências, mas a infração dos preceitos fundamentais de Deus, que deviam observar diante das pessoas, isso não os impressionava.
O sexto ai: V. 25) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperança. 26) Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo.
É uma figura tomada da bem conhecida rigidez dos fariseus no assunto das purificações e abluções prescritas na lei. Em todas estas formas exteriores, também nos preceitos sobre comida e bebida, tomavam o cuidado de manter uma aparência imaculada diante das pessoas. Mas, enquanto isso, os lucros de assalto e incontinência enchiam seus bolsos. É essencial que em verdadeira pureza, primeiro, esteja limpo o lado de dentro do prato e da xícara. A pureza do exterior seguirá como conseqüência. Não pode haver verdadeira piedade, ou retidão de viver, a não ser que, primeiro, o homem interior esteja renovado. A conversão precisa preceder à santificação. Uma pessoa pode exercitar-se para observar a aparência exterior apropriada e, até, das virtudes cristãs, mas sem uma mudança de alma tudo isso nada será. “Ele diz: Tudo está externamente tão limpo que não podia ser melhor. Mas, como está em vosso coração? Ele não fala da xícara ou do prato, mas do coração que está cheio de impurezas.
Ele não rejeita sua pureza, mas deviam, primeiro, limpar o que está dentro. Esta pureza a qual não só observais, mas também ensinais, quando pensais que se a roupa de púrpura está escovada e tudo, seja cama e vestes, está limpo, esta é a vossa justiça, e não obstruís esta pureza mas a enfatizais, mas estais, ainda, internamente cheios de assalto, ganância e impurezas, e ainda defendeis esta doutrina e vida. Não pode ser pecado, quando assaltais e roubais tudo o que eles, o povo pobre, possuem”).
O sétimo ai: V. 27) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos, e de toda imundícia. 28) Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.
Era costume entre os judeus, desenvolvido de Ez 39.15, pelos rabis, do qual se afirmava que voltava até aos tempos de Josué, que, no dia quinze do mês de Adar de cada ano, um mês antes da páscoa, as sepulturas daqueles que haviam sido sepultados nas encostas dos morros ou perto das estradas deviam ser pintadas com uma espécie de cal. Desta forma eram bem visíveis, tanto de dia como de noite, e os peregrinos, que não estavam acostumados com o país, que vinham às grandes festas, podiam evitar qualquer contaminação levítica, quando caminhavam por entre estas sepulturas, visto que o contacto com uma sepultura podia contaminar a um judeu. De acordo com o julgamento de Cristo, os escribas e fariseus são exatamente como essas sepulturas. Sua vida, tal como eles a apresentam à vista da multidão, era imaculada, provocando nada menos do que elogios, mas, quando se penetrava para além da casca exterior e examinava o coração, a verdadeira abominação era tão grande que provocava nada menos do que a condenação. São hipócritas, cujo verdadeiro orgulho da lei se mede em indisciplina e oposição da lei.
O oitavo ai: 29) Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos, 30) e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seu cúmplices no sangue dos profetas. 31) Assim, contra vós mesmos, testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. 32) Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. 33) Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?
As sepulturas verdadeiras e supostas dos profetas do Antigo Testamento eram tidas em grande veneração pelos judeus do tempo de Cristo. Um sinal que geralmente caracteriza uma ortodoxia morta é edificar os túmulos e decorar as sepulturas enquanto, de fato, se rejeita as palavras dos profetas que se honra com esta demonstração exterior. Tudo isto acompanhado com muita exibição de santimônia.
Lamentam amargamente o fato que os pais mostraram tão pouco juízo e foram tão rápidos em sua ação – o que é uma peculiaridade encontrada até este dia numa geração que imagina estar no entendimento e no conhecimento, em especial das Escrituras e na compaixão, muito acima das pessoas, que viveram a poucos séculos passados. Tudo isto, unicamente, mostra que eles tinham a mesma índole e sangue de seus pais, que, como filhos de assassinos de profetas, teriam pouca compunção, e não hesitaram em preencher a medida de seus pais, excedendo-os em crueldade e em sede por sangue, matando ao Salvador. Em vista de tal vileza e hipocrisia, o Senhor, só com muito esforça, acha epítetos que expressam seu desprezo a tal maldade. Chama-os de serpentes e prole de víboras, a quem não será possível escapar da condenação do inferno.
Fonte:
Comentario Bíblico de Kretzmann
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